Author Archives: Priscilla Figueiredo

Oxigenoterapia Hiperbárica no tratamento de lesão cerebral traumática aguda grave

Atualmente a comunidade médica tem realizado estudos significativos sobre o tratamento de lesão cerebral traumática. Um desses estudos é o apresentado a seguir. Foi publicado esse semestre, na revista Journal of Neurotrauma, com o título de “Hyperbaric Oxygen Therapy in the Treatment of Acute Severe Traumatic Brain Injury: A Systematic Review”. O estudo foi realizado por Samuel Daly, Maxwell Thorpe, Sarah Rockswold, Molly Hubbard, Thomas Bergman, Uzma Samadani e Gaylan Rockswold.

O primeiro dado que eles nos trazem é alarmante, não houve nenhum grande avanço em um quarto de século para o tratamento de traumatismo cranioencefálico grave (TCE). Com isso em mente, eles realizaram a revisão de 40 anos de pesquisa clínica e pré-clínica sobre o tratamento do TCE agudo com a oxigenoterapia hiperbárica. Foram analisados, mais especificamente, trinta estudos (oito clínicos e 22 pré-clínicos) que administraram oxigenoterapia hiperbárica dentro de 30 dias de um TCE. Esses estudos foram encontrados na base de dados PubMed.

E o que os autores encontraram com esse extenso estudo? Viram que os estudos pré-clínicos relataram consistentemente efeitos positivos do tratamento através de uma variedade de medidas de desfecho com quase nenhuma preocupação de segurança ou efeitos colaterais, fornecendo, assim, forte evidência de prova de que o tratamento é efetivo para TCE grave no cenário agudo. Os oito estudos clínicos analisados forneceram evidências de que a terapia hiperbárica melhora significativamente as medidas fisiológicas sem causar toxicidade cerebral ou pulmonar e pode potencialmente melhorar o resultado clínico. Portanto, esses estudos mostraram resultados consistentes, demonstrando que a Oxigenoterapia Hiperbárica tem o potencial para ser o primeiro tratamento significativo na fase aguda do TCE grave.

 

 

O estudo completo pode ser lido aqui, por uma pequena taxa.

O efeito da oxigenoterapia hiperbárica em feridas crônicas

As enfermeiras e pesquisadoras Sabrina Meireles de Andrade e Isabel Cristina Ramos Vieira Santos fizeram um trabalho sobre a oxigenoterapia hiperbárica. O trabalho pretendia Descrever os tipos mais frequentes de feridas com indicação para oxigenoterapia hiperbárica e compreender os resultados obtidos. Esse trabalho foi publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem.

Para alcançar esse objetivo, as pesquisadoras realizaram um estudo transversal, realizado em um Centro Hiperbárico localizado na cidade de Salvador, Bahia. Foram revisador os prontuários de 200 pacientes que fizeram o tratamento com a oxigenoterapia hiperbárica, no período de janeiro a novembro de 2013. Foram analisadas “as variáveis da pessoa, clínicas, indicação, número de sessões e cicatrização da ferida, através de estatística descritiva e teste de associação Qui-quadrado de Pearson com correção de Yates, adotando-se um nível de 5%”.

O primeiro resultado foi o esperado, que entra em consonância com a literatura médica atual. Esse resultado foi compreender as feridas que são mais frequentemente indicadas para terapia por OHB. Sendo elas as feridas crônicas, úlcera venosa e do pé diabético, seguidas pelas agudas relacionadas a traumas. Do mesmo modo, elas também identificaram as doenças que frequentemente estão associadas a essas feridas: diabetes mellitus, cardiovascular e neoplasias. Como já esperado.

Sobre o tratamento e a cicatrização em si, o estudo apresenta que os pacientes com feridas crônicas, tratados com até 30 sessões de OHB, conseguiram a cicatrização ou redução da ferida ainda durante a hospitalização. Ou seja, um resultado bastante rápido, que diminui o sofrimento do paciente e gera economia.

Como conclusão, o estudo nos reforça que a oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento efetivo para pacientes com feridas crônicas. Porém ainda há uma grande lacuna com relação aos profissionais, que pouco estão envolvidos com essa importante terapia. Por isso, elas apresentam a necessidade de que mais estudos sejam realizados, de forma a se voltarem para o ensino em saúde também.

 

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Aconteceu em Campinas o 1º Curso Hypermed Introdutório de Oxigenoterapia Hiperbárica

Recentemente aconteceu na cidade de Campinas o Primeiro Curso Hypermed Introdutório de Oxigenoterapia Hiperbárica. O curso ocorreu nas dependências da Cínica Hypermed de Campinas. Foi ministrado pelo Dr. Leandro Figueiredo, que é diretor clínico responsável pelo serviço, especialista e pós graduado em Oxigenoterapia Hiperbárica.

O curso, que tinha as inscrições gratuitas por ser sua primeira edição, abordou temas diversos, como a história da Medicina Hiperbárica, as normas atuais de tal área, a diferença entre os equipamentos, as indicações para o tratamento, o funcionamento do tratamento e o progresso de cura utilizando-o. Foi falado ainda sobre os melhores curativos e terapias coadjuvantes para determinados casos.

Aqueles que compareceram tiveram a oportunidade de conhecer uma Câmara Hiperbárica Multiplace e duas câmaras hiperbáricas monoplace por fora e por dentro. Carlos Henrique Saraiva, o mais antigo técnico em Câmaras Hiperbáricas do Brasil, acompanhou os presentes nesse tour pelos equipamentos, explicando seu funcionamento com mais detalhes.

O apoio ficou por conta da ConvaTec, que apresentou suas novidades em curativos que atuam de forma muito eficaz em consonância com a terapia hiperbárica.

O curso ofereceu certificado aos seus participantes. Fiquem atentos para notícias sobre próximos cursos e palestras oferecidas pela Hypermed.

Portugal tem unidades públicas de Medicina Hiperbárica

Como já falamos aqui, a utilização clínica de câmaras hiperbáricas é pouco conhecida para a grande maioria da população. Algumas pessoas até conhecem o tratamento, mas acham que ele só está associado a acidentes de mergulho. Entretanto, a realidade é outra. Os tratamentos que se beneficiam da terapia hiperbárica vão desde o foro oftalmológico à diabetes, por exemplo. Os acidentes de mergulho são, por incrível que pareça, os menos frequentes.

Sabendo desses benefícios expressivos e abrangentes, Portugal resolveu cuidar da saúde de sua população. Hoje eles contam com cinco unidades públicas de medicina hiperbárica e a grande maioria dos pacientes são usuário do SNS (Serviço Nacional de Saúde), que é como o SUS para nós. As doenças que eles tratam não tem qualquer ligação a atividades na água.

Os centros do Estado funcionam em Matosinhos, no Hospital Pedro Hispano; no Campus de Saúde Militar no Lumiar, em Lisboa; nos hospitais açorianos da Horta e Ponta Delgada e no Hospital do Funchal, na Madeira.

Fonte

Caso da Tailândia chama atenção para a Medicina Hiperbárica

O mundo parou no último mês para acompanhar o resgate de 12 adolescentes e seu treinador que ficaram presos em uma caverna na Tailândia. Eles desapareceram no dia 23 de junho, quando estavam explorando a caverna e ficaram presos por uma enchente que inundou parcialmente o local. No dia 2, eles foram encontrados com vida, mas estavam em uma área em que todo resgate parecia de risco, fazendo com que eles tivessem que ficar mais alguns dias antes que fossem resgatados, para que se pudesse bolar uma estratégia segura.

Uma das maiores preocupações era a possibilidade de os garotos estarem sob risco de descompressão se o ar que eles estivessem respirando na caverna estivesse sob pressão da água que se elevou. Foi nesse momento que o caso chamou a atenção para a medicina hiperbárica. Nesse caso, analistas apontaram que a solução seria remover os meninos rapidamente, com oxigênio, para uma câmara hiperbárica portátil. Nela, eles seriam submetidos à inalação de oxigênio puro em uma pressão maior que a atmosférica, acabando com os riscos.

Com ajuda de uma grande equipe e de muitos voluntários, os garotos e seu treinados já foram resgatados e passam bem. Ainda estão em acompanhamento para ver possíveis danos a suas saúdes.