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Conceitos básicos da OHB

Introdução

Quando um indivíduo é introduzido no interior de uma câmara com pressão maior que 1 atmosfera (760 mmhg), respirando oxigênio a 100%, podemos afirmar que o mesmo esta recebendo um tratamento de Oxigenação Hiperbárica.

A respiração em 100% de Oxigênio a pressão de 1 atmosfera não constitui Oxigenação Hiperbárica.
Nos últimos três séculos a Oxigenoterapia Hiperbárica já esteve em voga por várias ocasiões, como no momento atual, assim sendo devemos temperar o entusiasmo de hoje como uma dose de análise critica.
Em nosso país, devido à falta de instalação de tal equipamento nos hospitais universitários, não foi possível ter informações adequadas sobre o uso clinico, com as indicações muitas vezes pouco precisas e equivocadas para o método.

Acreditamos que tal fato contribuiu de forma decisiva para o descrédito e desinteresse do assunto no nosso meio.
Após a implantação do Serviço de Medicina Hiperbárica no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da UNICAMP ( primeiro hospital civil e universitário a dispor de tal serviço no ano de 1986), inauguramos no Hospital das Clinicas F.M.U.S.P. uma Câmara Hiperbárica tipo monoplace que já no seu primeiro ano de funcionamento foi um sucesso inquestionável, tendo matriculado próximo de 300(trezentos) pacientes nos primeiros dois anos de funcionamento.

A nível mundial a OXIGENAÇÃO HIPERBÁRICA encontra-se bastante difundida: E.U.A. 320centros, ex URSS 1.500, Europa 80, China e Japão 300 centros cada.

Na América temos serviços importantes no Canadá, México, Cuba e Argentina.

Histórico

  • 1662 – Henshaw, na Inglaterra desenvolveu o primeiro uso de uma câmara hiperbárica.
  • 1850 – Desenvolvidas em toda a Europa mais de 50 câmaras hiperbáricas.
  • 1860 – Uso de oxigenoterapia hiperbárica no Canadá .
  • 1878 – Paul Bert descreveu os efeitos convulsivos do oxigênio sob pressão.
  • 1929 – Construído em Cleveland (EUA) câmara para 72 pacientes.
  • 1956 – Uso de oxigenoterapia hiperbárica em cirurgia cardíaca sem circulação extracorpórea.

Autor : Sérgio Vasconcellos Trivellato
Médico formado pela Faculdade de Medicina da universidade Federal de Minas Gerais. (ano 1981).
Assistente da Universidade de Terapia Intensiva do Pronto Socorro do Hospital das Clinicas- Cirurgia do Trauma – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Pós graduado nível Doutorado – Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo.
Especialista em Medicina Hiperbárica pela Undersea Medical Society. (EUA).

Tipos de Câmaras:

Câmara Monoplace e Câmara Multiplace

A monoplace abriga um paciente em seu interior, não sendo possível a comunicação direta do Staff com doente. Tem a vantagem de ter um custo mais acessível, ocupar menos espaço, fácil manejo e menor números de médicos e paramédicos necessário para seu funcionamento.

A multiplace pode abrigar até 12 pacientes em seu interior de uma só vez, porém é mais cara, ocupa grande espaço físico, maior número de Staff para funcionamento.

Como Funciona:

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, seguimos com rigor as recomendações da UNDERSEA MEDICAL SOCIETY and HIPERBARIC OXIGEN THERAPY committee Report, 1983, revisado em 1992.
Oxigênio Hiperbárico pode ser indicado para as seguintes situações:

  • Gangrena gasosa
  • Doença Descompressiva
  • Embolia Gasosa
  • Necrose por Radiação
  • Queimaduras Térmicas
  • Osteomielites
  • Infecção de tecidos moles(aeróbicas e anaeróbicas)
  • Isquemias periféricas agudas com complicações
  • Enxertos e retalhos comprometidos ou alto risco
  • Micoses Refratárias (actinomicoses, aspergiloses)
  • Intoxicação por CO e Cianeto
  • Anemia pós hemorrágica

Como funciona a oxigenação hiperbárica:

 

Efeitos Primários

  • Hiperoxigenação

Efeitos Mecânico devido o aumento da pressão
De acordo com a lei de Boyle – Pv = K ou seja P = 1/V.
O conhecimento deste fato permite a aplicação em situações tais com:

  • Embolia gasosa
  • Doença do mergulhador

Efeitos Primários

  • Hiperoxigenação
  • Pressão Alveolar de Oxigênio pode ser conhecida de seguinte maneira:
    PA = (Pb – Pv) x Fio2 – pac02
    PA – Pressão de Alveolar
    Pv – Pressão de Vapor (Pv nas aéreas é igual a 47 mmhg)
    Pb – Pressão Baromédica (1 atmosfera é igual a 760 mmhg ao nível do mar)
    Fi02 – Fração inspirada de Oxigênio (100%)
    Assim, um paciente submetido a 3 (ATm) atmosfera de pressão:
    PA = ((3×760) – 47) x 100% – 40
    PA = 2.193 mmhg
    O aumento do Oxigênio dissolvido no plasma é 0,3 V% para mais de 6.0 Volume %

Efeitos Secundários

Vasoconstrição 
A exposição ao oxigênio hiperbárico resulta em vasoconstrição generalizada, entretanto a oxigenação tissular é mantida em níveis satisfatório devido ao aumento de O2 dissolvido no plasma. Estudos tem demonstrado que esta vasoconstrição é da ordem de 20%

Aplicação clinica atribuídas a este efeito podemos citar: – Síndrome do esmagamento e Queimados.

Proliferação de Fibroblasto 
Proliferação de fibroblastos, bem como a síntese de colágeno são processos oxigênio dependente. A cicatrização de feridas diminui marcadamente quando a paO2 tissular cai abaixo de 30mmhg.

Neovascularização 
A angiogênese é estimulada pela hipoxia. Período de hipoxia aumenta a atividade fibroblástica.
Assim a hipoxia seguida imediatamente de período de hiperoxia, constata-se um aumento da rede capilar tanto em número como em diâmetro.
Aplicações clínicas para a neovascularização: – Enxertos e retalhos, osteoradionecrose.

Inibição/Inativação de produtos de toxinas 
Oxigenoterapia Hiperbárica tem demonstrado ser eficaz na inibição da produção da Alfa Toxina Clostridial. É também efetivo em inativar toxinas circulantes.
Grande aplicação clínica encontra-se nos casos de Gangrena gasosa .

Sinergismo com os Antibióticos 
Aminoglicosidios e Anfotericina B necessitam em ambiente rico em O2 para transporte através de membranas celulares.

Bases fisiológicas da oxigenação hiperbárica:

  • Ao nível do mar:
    Pressão de 760 mmhg – respiração em ar ambiente – FiO2 = 21%
    Hemoglobina Saturada (Hb%) = 97.5%
    CaO2(conteúdo arterial de oxigênio) = 20 V%
    O2 Dissolvido = 0.3 V%
  • Ao nível do Mar:
    Pressão de 760 mmhg – respiração em O2 a 100%
    Hb% – 100%
    CaO2 = 22 V%
    O2 dissolvido = 2 V%
  • Ambiente de 3 atmosfera de pressão – respiração em 100% O2
    Hb% = 100%
    CaO2 = 26 V%
    O2 dissolvido = 6 V%

A quantidade de oxigênio liberada pela hemoglobina durante a passagem do sangue através da maioria dos tecidos é cerca de 5 – 6 ml/ 100ml de sangue ( 5 a 6 V%),
embora a necessidade de O2 varie dependendo do tipo de célula.

Respirando O2 a 100%, em pressão de 3 atmosfera, aproximadamente 6 ml de O2 por 100 ml de sangue são dissolvidos no plasma, sendo possível dispensar o mecanismo transportador da hemoglobina (Hb), suprimindo assim as necessidades do tecido apenas com o oxigênio dissolvido no plasma.

Efeitos adversos da oxigenação hiperbárica:

Os Principais efeitos indesejáveis da oxigenação hiperbárica ocorrem no sistema nervoso central e aparelho respiratório.
No SNC:

  • Excitabilidade
  • Convulsões

Nos Estados Unidos da América a incidência de convulsões em 28.700 aplicações foi de 1.3/10.000. Na ex URSS analisando 68.000 aplicações a incidência foi 4.7/10.000.
O efeito deletério no sistema nervoso central está diretamente ligado ao tempo de exposição e magnitude da pressão.

No Aparelho Respiratório

  • Dor Retroesternal
  • Tosse Seca
  • Hemorragia em vias aéreas superiores

Os efeitos adversos pulmonares aparecem com pouca freqüência na prática clinica, pois estão ligados a exposição prolongadas ao ambiente hiperóxido, que não usamos rotineiramente.

Contra-Indicações:

Absoluta :

  • Uso de drogas (Doxorrubicin, Dissulfiram, Cis-Platinum, Mafenide
    Acetato)
  • Pneumotórax não tratado

Relativas :

  • Infecção de vias aéreas superiores
  • DPOC com retenção de CO2
  • Hipertermia
  • História de pneumotórax
  • Cirurgia Prévia em Ouvido
  • Esferocitose Congênita
  • Infecção Viral
  • Gravidez

Referências

HYPERMED. Conceitos básicos da ohb. Disponível em: http://www.hypermed.com.br/informacoes/para-medicos/conceitos-basicos-da-ohb/. Acesso em: 29 nov. 2017.

Efeitos da oxigenoterapia hiperbárica na resposta imunológica

Os macrófagos, constituem a primeira linha de defesa do organismo e que são responsáveis pela imunidade inespecífica. Os neutrófilos por exemplo, após sua ativação através de contato com material opizonizado, iniciarão o processo de fagocitose através de uma série de enzimas. Ao mesmo tempo, imediatamente, após a ativação, o seu consumo de oxigênio aumentará de 10 a 20 vezes, acima do valor basal. Este fenômeno conhecido como irrupção respiratória é acompanhado da geração de superóxido através de uma enzima da membrana, a NADPHoxidase.

Fonte: HYPERMED¹.

Esquema da ação oxidante de macrófagos polimorfos nucleares, a partir da enzima de membrana NADPHoxidase, que gera uma “avalanche” de radical superóxido a partir do oxigênio molecular.

A importância desta via, na ação antibiótica dos macrófagos, evidencia-se na doença granulomatosa crônica, onde ocorre uma falha genética específica deste sistema enzimático. Os neutrófilos nesses pacientes, embora demonstrem atividade fagocitária aparentemente normal, englobando e digerindo material exógeno, não efetuam o processo de irrupção respiratória.

Portanto, não gerando radicais ativados de O2. O que produz clinicamente uma grave deficiência imunológica. Deficiência semelhante ocorre em hipóxia. A figura abaixo apresenta a capacidade bactericida dos neutrófilos de pacientes normais e com a Doença Granulomatosa Crônica em função da pressão de oxigênio. Observa-se que abaixo de 15mmHg a capacidade antibiótica dos neutrófilos normais é comprometida, e abaixo de 5mmHg, há um distúrbio semelhante ao de pacientes com doença granulomatosa crônica. Este efeito da hipóxia sobre a imunidade inespecífica é tão sensível que se animais permanecerem respirando diferentes concentrações de O2 por vários dias, a proliferação bacteriana, em infecções induzidas experimentalmente, terá um perfil bastante distinto. Na ação de neutrófilos de pacientes normais e de pacientes com Doença Granulomatosa Crônica em várias tensões de oxigênio, a eficiência dos mesmos é medida como a quantidade de bactérias destruídas em 1 hora. Teores muito baixos de O2 ocorrem em tecidos comprometidos por isquemia ou infecção, já que até a proliferação de anaeróbios podem ocorrer nos mesmos.

Lesões em tecidos com deficiência de perfusão são facilmente infectadas, assim, pacientes hipoxémicos ou com traumas graves, também são mais suscetíveis as mesmas. Portanto o considerável aumento dos níveis de O2 em tecidos hipóxicos proporcionada pela hiperoxigenação hiperbárica, tem também uma ação antibiótica indireta, tanto para anaeróbios como para aeróbios, uma vez que aumenta a eficiência de macrófagos em áreas hipóxicas.

Referências

HYPERMED. Efeitos da oxigenoterapia hiperbárica na resposta imunológica. ¹Disponível em: http://www.hypermed.com.br/informacoes/para-medicos/efeitos-da-oxigenoterapia-hiperbarica-na-resposta-imunologica/. Acesso em: 29 nov. 2017.

 

Cuidado com feridas nos pés para diabéticos

Fonte: PEXELS¹.

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil possui cerca de 14 milhões de pessoas vivendo com o diabetes. Neste universo, cerca de um milhão de pacientes desenvolverão úlceras e 200 mil precisarão passar por amputações, das quais cerca de 40 mil devem levar ao óbito.

Muitos não sabem, mas o risco de um diabético sofrer uma amputação é 25 vezes maior do que o de um indivíduo sem a doença, sendo que cerca de 10% dos pacientes podem sofrer amputação de membros inferiores, causados pelo chamado pé diabético – infecção, ulceração ou qualquer tipo de destruição dos tecidos dos pés.

“Esses números são muito preocupantes. Infelizmente, ao não controlar adequadamente a glicemia [nível de açúcar no sangue] e o uso correto de medicamentos, criam-se condições para o aparecimento de complicações que afetarão sensivelmente a qualidade de vida do paciente e de sua família”, esclarece Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes. Entre as complicações microvasculares da doença estão os danos nos nervos, que podem levar à diminuição da sensação de dor e agravar feridas existentes nos pés; e nos rins e nos olhos, chegando a evoluir para insuficiência renal e cegueira.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 40% e 70% de todas as amputações das extremidades inferiores estão relacionadas ao diabetes, sendo que 85% delas são precedidas de uma ulceração nos pés. “Se essas lesões fossem evitadas ou tratadas adequadamente na fase inicial, seria possível impedir a perda do membro. Por isso é tão importante a prevenção e o controle do diabetes”, comenta o especialista.

O problema, no entanto, é muito mais grave, já que de 15% a 19% dos pacientes submetidos a uma amputação não sabiam que tinham diabetes – um em cada dois pacientes não sabe que tem a doença – e foram diagnosticados apenas quando a lesão se tornou crônica e complexa.

As taxas de amputação podem ser reduzidas em mais de 50% se forem tomados cuidados simples, como o controle da glicemia, a inspeção dos pés, o uso de calçados adequados e as consultas regulares.

Tratamento

Considerado uma ferida complexa – lesão aguda ou crônica que geralmente não cicatriza espontaneamente –, o pé diabético é um problema vascular grave e na maioria dos casos exige uma abordagem multidisciplinar.

Embora ainda sejam pouco difundas, estão disponíveis no mercado soluções inovadoras para tratar feridas complexas, como curativos avançados com propriedades antimicrobianas, antiodor, regenerativa ou hidratante, que favorecem a cicatrização. A terapia por pressão negativa, que utiliza a pressão controlada e localizada sobre a lesão por meio de um curativo de espuma coberto por uma película e ligado a um sistema de drenagem, atua juntando as bordas da ferida, retirando o excesso de líquidos e promovendo a reconstrução dos tecidos. Já a câmara hiperbárica usa oxigênio com pressão acima da pressão ambiente para ajudar a tratar vários tipos de lesões que não cicatrizam.

Referências

PEXELS. Free stock photo adult. ¹Disponível em: https://www.pexels.com/photo/adult-alternative-medicine-care-comfort-356053/. Acesso em: 29 nov. 2017.

ENCONTRO. Quem tem diabetes deve ter cuidado com feridas nos pés. Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2017/11/quem-tem-diabetes-deve-ter-cuidado-com-feridas-nos-pes.html. Acesso em: 29 nov. 2017.

Câmara Hiperbárica: A esperança para quem sofre de fibromialgia.

Fonte: ¹Men’s Health.

Dor Fantasma

fibromialgia é uma síndrome de dor crônica que pode ser acompanhada por fadiga, comprometimento cognitivo, síndrome do intestino irritável e distúrbios do sono. Mais de 90% dos casos são em mulheres.

Esta síndrome ainda não tem causa conhecida, embora algumas vezes apareça depois de uma lesão cerebral, e seu tratamento é muito difícil. A dor na fibromialgia aparece em mais de um local no corpo ao mesmo tempo e, frequentemente, esses locais mudam de posição.

Essa característica contribuiu para se acreditar que a fibromialgia fosse uma dor psicológica. Por isso, muitos que a têm, inclusive alguns médicos, não admitem que é uma doença real. Qualquer que seja a causa, porém, um novo estudo publicado no jornal Plos One mostra que a oxigenoterapia hiperbárica pode curar a fibromialgia.

Alta pressão

Câmaras de oxigênio hiperbáricas expõem os pacientes ao oxigênio puro em pressões mais elevadas do que a atmosférica e são usadas para tratar pacientes com embolia, queimaduras, envenenamento por monóxido de carbono, doença dos mergulhadores, entre outras condições.

Essa exposição força mais oxigênio para a corrente sanguínea do paciente e, por sua vez, para o cérebro. Estudos anteriores mostraram que a oxigenoterapia hiperbárica (OHB) leva à reparação das funções cerebrais prejudicadas em quem sofreu um acidente vascular cerebral ou lesão cerebral traumática leve, mesmo anos após a lesão inicial.

Neste estudo, 48 mulheres com fibromialgia, há pelo menos dois anos, receberam 90 minutos por dia de exposição ao oxigênio puro, a duas vezes a pressão atmosférica, 5 dias por semana, durante dois meses.

Finalmente a cura?

Esse tratamento permitiu reduzir drasticamente, ou mesmo eliminar, o uso de medicamentos para a dor. O consumo de drogas pode aliviar a dor na fibromialgia, mas não cura a doença.

Porém, a OHB parece curar. Quando a fibromialgia é iniciada por uma lesão cerebral traumática, os cientistas acham que a cura será completa. No entanto, quando a síndrome é atribuída a outras causas, os pacientes provavelmente precisarão de terapia de manutenção periódica.

A incrível melhora obtida com a OHB sugere que o reparo do cérebro, e até mesmo a regeneração neural, é possível. E esta descoberta pode abrir caminho para o tratamento de outros tipos de dor crônica.

 

Referências

 

MEN’S HEALTH. Disponível em: https://www.menshealth.de/media/mh-369570/1920×1080/shutterstock198807161druckkammertaucherkrankheit800x462jpg.jpg. Acesso em: 29 nov. 2017.

HORA DE SANTA CATARINA. Câmara hiperbárica de oxigênio pode ser esperança para quem sofre de fibromialgia. Disponível em: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/06/camara-hiperbarica-de-oxigenio-pode-ser-esperanca-para-quem-sofre-de-fibromialgia-4774230.html. Acesso em: 29 nov. 2017.

Garota que quase se afogou recupera movimentos com terapia experimental

Fonte: ¹Eden Carlson recuperou movimentos após um tratamento com oxigênio nos EUA.

Uma garotinha de 2 anos de idade que quase morreu afogada vem surpreendendo a comunidade científica graças à sua surpreendente recuperação. Depois do incidente, a pequena Eden Carlson teve danos cerebrais, que têm se revertido graças à oxigenoterapia hiperbárica, um tratamento ainda considerado experimental.

Oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica na qual o paciente deve respirar oxigênio puro enquanto é submetido a uma pressão duas a três vezes menor que a pressão atmosférica do nível do mar no interior de uma câmara hiperbárica .

A vida de Eden quase acabou em tragédia em fevereiro de 2016, quando ela quebrou seu portão de segurança infantil e foi direto para a piscina da casa de seus pais. Sua mãe estava tomando banho, o que fez com que a pequena só fosse encontrada depois de passar 10 minutos submersa na água fria, já sem pulso.

Os médicos esperavam que ela não sobrevivesse, mas a garota conseguiu. Diagnosticada com graves danos cerebrais, Eden não podia mais falar ou andar, comer sozinha ou reagir aos seus arredores. Informados disso, entretanto, Chris e Kristal Carlson passaram a buscar alternativas.

O casal descobriu a oxigenoterapia graças ao especialista em medicina hiperbárica Paul Harch, da Escola de Medicina LSU, de Nova Orleans. Foi ele o responsável por começar a ministrar o tratamento em Eden, preenchendo o nariz da pequena com oxigênio puro, à pressão marítima, por 45 minutos ao menos duas vezes ao dia.

Um mês depois, Eden passou a efetivamente ser submetida à oxigenoterapia hiperbárica, respirando oxigênio puro, dentro da câmara hiperbárica, cinco dias por semana. O tratamento não é novo, porém ainda é considerado como experimental pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador da saúde nos EUA.

As grandes surpresas começaram em maio: Eden riu, moveu seus braços, mãos e olhos. Ela podia falar novamente. Agora, já é capaz de escalar degraus sozinha. Os avanços foram graduais, mas inesperados.

“O surpreendente crescimento de novo tecido [cerebral], nesse caso, aconteceu porque fomos capazes de intervir cedo, em uma criança ainda em crescimento, antes de uma degeneração cerebral a longo termo”, explicou Harch em uma declaração oficial.

Para a mãe de Eden, o tratamento salvou sua filha e pode ser vital para outras vítimas de danos cerebrais. “Ela está melhorando sempre”, afirmou Kristal ao ao USA Today.

Todo o progresso de Eden foi documentado por Harch e Edward Fogarty, acadêmico da Universidade de Medicina da Dakota do Norte, em um relatório publicado na Medical Gas Research. A jornada da garota também é narrada por seus pais em uma fan page no Facebook.

Referências

NOTÍCIAS UOL. Garota que quase se afogou recupera movimentos com terapia experimental. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/07/21/tratamento-experimental-regenera-cerebro-de-menina-de-2-anos-que-se-afogou.htm. Acesso em: 29 nov. 2017.