Author Archives: Priscilla Figueiredo

Matéria: Por que os atletas devem considerar oxigenoterapia hiperbárica

O site OxygenOasis publicou uma matéria falando sobre as vantagens da oxigenoterapia hiperbárica para atletas. Como a matéria é inglês, achamos que poderia ser interessante trazer para vocês o que ela diz. Leia a seguir a matéria em tradução livre:

“Não importa se você é um jogador de futebol do ensino médio, um jogador de futebol profissional ou um guerreiro espartano aos finais de semana – sofrer de uma lesão é comum entre os atletas e pode afetar sua qualidade de vida diária se a lesão não for tratada imediatamente.

Muitos atletas esquecem como é se sentir “normal” depois de lidar com uma série de lesões. Considere quantas vezes os jogadores de futebol sofrem concussões, jogadores de futebol danificam seus ligamentos, nadadores sofrem de ombro de nadador e jogadores de beisebol experimentam dor crônica no ombro ou no cotovelo. Para se recuperar, os atletas precisam cuidar de si mesmos mental e fisicamente.

A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é um poderoso acelerador dos nossos sistemas e cicatrizante de feridas que pode ajudar os atletas a se recuperarem de lesões relacionadas ao esporte e permanecerem saudáveis.

OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA PARA ATLETAS: UMA FORMA DE CURAR CONCUSSÕES?

Há um número crescente de atletas profissionais que estão recebendo OHB para ajudá-los a se recuperar de concussões. Joe Namath, que jogou pelo New York Jets na maior parte de sua carreira na NFL, sofreu várias lesões na cabeça como quarterback da NFL. Como resultado, ele lidou com perda de memória, problemas de foco e sentimentos de ansiedade e irritabilidade antes de tentar a OHB. Agora, não apenas seus sintomas diminuíram, mas ele também é um defensor da OHB e foi recentemente um orador principal no Celebrity Sports Forum de Long Island Head Injury Association.

Bill Romanowski, um linebacker aposentado, também usa a OHB para ajudar a resolver os danos duradouros de pelo menos 20 concussões que ele sofreu durante seus 16 anos na NFL. Ele foi tratado em uma unidade hiperbárica na Califórnia por sua condição, mostrando resultados muito positivos.

OUTRAS RAZÕES RELACIONADAS AO ESPORTE QUE FAZEM OS ATLETAS BUSCAREM A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA

A OHB atua diminuindo drasticamente a inflamação, melhorando o fluxo vascular, aumentando a liberação e ativação de células-tronco, regenerando os danos aos ossos e cartilagens e diminuindo as cicatrizes. Em estudos recentes, a OHB também trabalha em conjunto com o plasma rico em plaquetas e injeções de células-tronco para um potencial de cura ainda maior em outras lesões relacionadas a esportes além de concussões.

Por exemplo, estudos mostraram que quando a OHB é usada “como terapia adjunta após o reparo primário do lesado, é provável que aumente o sucesso” da recuperação. Atletas se recuperando de lesões de estiramento muscular também podem obter resultados mais rápidos usando OHB.

Em 2004, a ESPN informou que Terrell Owens, o agora aposentado receptor da NFL, incorporou a OHB em seu plano de recuperação depois de quebrar a perna e rasgar um ligamento em seu tornozelo como um Philadelphia Eagle. No entanto, Owens surpreendentemente retornou nessa última temporada, para surpresa de muitos, para jogar no Super Bowl XXXIX.

 

ATLETAS ESTÃO USANDO A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NÃO APENAS PARA CURAR LESÕES

Alguns atletas usam OHB para permanecer em ótimas condições, maximizar seu desempenho e evitar lesões. O nadador olímpico Michael Phelps é famoso por seus rígidos treinos e regimentos de recuperação. Em um anúncio da Under Armour, é possível vê-lo, em sua rotina de treinos, entrando em uma câmara hiperbárica. Phelps usou a OHB para ajudar seu corpo a se recuperar depois de treinos intensos enquanto treinava para os Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres.

O jogador de beisebol aposentado Rafael Soriano também usou esse tratamento para relaxar depois de treinar ou jogar um jogo. Ele ouviu falar pela primeira vez sobre a OHB enquanto era um arremessador do Atlanta Braves de 2007 a 2009, mas não tentou até 2012, quando o companheiro de arremessador Jose Veras o convenceu. Soriano supostamente disse que desde que ele começou a incorporar a OHB em sua rotina de recuperação, ele não se sentia exausto durante o treinamento. “Ele tira as toxinas do seu corpo e ajuda você a respirar, o seu sangue”, disse ele. “Isso ajuda.”

 

Esperamos que tenham gostado da matéria em sua tradução livre feita por nós. Se quiser ler a matéria na íntegra é só clicar aqui.

Matéria: Medicina Hiperbárica Pode Ser a Solução Para Feridas

Esse mês saiu uma matéria no Jornal Gazeta Diário falando sobre a Medicina Hiperbárica.

Leia, a seguir, grande parte da matéria:

 “O nome parece estranho, Medicina Hiperbárica, mas o tratamento, que consiste em respirar oxigênio puro a uma pressão atmosférica maior que o dobro da normal, dentro de uma Câmara Hiperbárica. Pode ajudar na cura de ferimentos graves, inclusive aqueles que estão abertos há anos. O tratamento de Oxigenoterapia Hiperbárica potencializa a vascularização dos tecidos e a ação de antibióticos, acelerando a cicatrização de lesões e evitando amputar membros. A terapia é indicada para tratar diversas doenças, que vão desde feridas com necroses, como nos pés de pessoas com diabetes, ou aquelas causadas por picada de animal peçonhento, por efeito colateral da radioterapia, passando ainda por infecções, como a síndrome de Fournier (na região genital), osteomielite (nos ossos), Úlceras de pele crônicas, queimaduras graves, entre muitas outras.

O aumento da concentração de oxigênio na corrente sanguínea ajuda no salvamento de membros e enxertos, potencializa a vascularização dos tecidos
comprometidos e a ação de antibióticos, acelerando assim cicatrização de lesões ou feridas e evitando amputações. Aplicações pouco conhecidas no país incluem o tratamento da chamada Surdez Súbita Idiopática Neurossensorial e de lesões musculares em atletas. Uma lesão que levaria um mês
para ser totalmente recuperada, pode ser tratada em dez dias.

O tempo total do tratamento dura conforme cada tipo de indicação, em média 20 sessões. Em cada uma delas o paciente permanece cerca de 1h30min na Câmara Hiperbárica, que é equipada com multimídia, além de interfone para conversar com o médico ou enfermeiro. Nesse período o paciente pode assistir TV, ouvir música ou descansar. O tratamento é seguro, efetivo é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina.”

Para ler a matéria em sua fonte, é só clicar aqui

Oxigenoterapia Hiperbárica Para Melhorar O Prognóstico Das Reconstruções Maxilofaciais

O Prof. Dr. Darceny Zanetta-Barbosa, que é Mestre e doutor em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial fez um artigo falando sobre os benefícios da terapia hiperbárica para reconstruções, também na área odontológica.

O artigo diz:

A reconstrução de defeitos ósseos extensos é de grande importância para a reabilitação e melhoria da qualidade de vida de indivíduos mutilados por cirurgias ressectivas, grandes traumatismos ou mesmo por extensa reabsorção óssea.

A abordagem dessas reconstruções normalmente é feita através de enxertos ósseos autógenos vascularizados ou livres, com resultados satisfatórios, sendo os enxertos livres de crista ilíaca os mais utilizados. 

No entanto, defeitos ósseos extensos ainda constituem um grande desafio, devido à maior possibilidade de complicações e menor previsibilidade de reabsorção do enxerto, o que pode dificultar, ou mesmo impedir, a posterior instalação de implantes e a conclusão da reabilitação. A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) surge, neste contexto, como uma excelente alternativa complementar para as reconstruções ósseas, melhorando o prognóstico e aumentando a previsibilidade dos grandes enxertos. Consiste na administração de oxigênio a 100% em uma pressão ambiente bem maior (geralmente próxima de 2,5 ATA) do que a encontrada ao nível do mar, realizada no interior de câmaras hiperbáricas que podem ser individuais (hospedando apenas um paciente) ou múltiplas (com capacidade para hospedar vários pacientes). Estudos histológicos realizados em animais demonstram resultados favoráveis quanto à aceleração da incorporação do enxerto ósseo, quando comparados a grupos controles que não foram submetidos ao protocolo de oxigenação. Outras vantagens, como a maior capacidade de preenchimento de defeitos ósseos e uma maior quantidade de osso neoformado, também têm sido relatadas. 

A ação fisiológica da OHB tem como alvo tecidos em estado de hipóxia, ou seja, menor Pressão de Oxigênio (PO2) em relação aos outros tecidos, exatamente como acontece nos enxertos ósseos, logo após sua execução (Figura 2). Durante as sessões no interior da câmara, ocorre um estado de hiperoxigenação com elevação da POem todos os tecidos do corpo. Logo após o término da sessão, em poucos minutos, a POretorna aos níveis normais e ocorre a liberação de mediadores químicos que estimulam a síntese de colágeno e aceleram o processo de angiogênese e osteogênese, favorecendo a incorporação do enxerto pelo aumento da vascularização e diminuição do potencial de reabsorção, além de estimulo à atividade leucocitária e efeito bactericida e bacteriostático. Os benefícios fisiológicos desta terapia complementar têm melhorado o prognóstico das reconstruções com enxertos ósseos, propiciando melhoria do osso enxertado não apenas em quantidade, mas também em qualidade, o que favorece a reabilitação com implantes dentários, propiciando melhor estabilidade primária e favorecendo a aplicação de carga imediata.

Uma das questões mais pertinentes, no atual estágio de aplicação dessa terapia, refere-se ao número e frequência de sessões necessárias para a obtenção de resultados, uma vez que a técnica demanda tempo (cada sessão dura em torno de 90 minutos) e custos.

Temos indicado em torno de 30 sessões de OHB para os pacientes submetidos a grandes reconstruções, mas estamos também empenhados na realização de pesquisas que possam reduzir esse número e facilitar a aplicação em um número maior de pacientes e situações clínicas. Independentemente dessas dúvidas, as informações disponíveis na literatura demonstram uma clara vantagem no tratamento desses pacientes, colocando esse procedimento como uma excelente ferramenta para nos ajudar nas grandes reconstruções. 

Campanha “O Tempo Não Cicatriza”

Uma campanha realizada no Brasil por associações médicas e associações de enfermagem tem ganhado espaço. É a campanha O Tempo Não Cicatriza, que objetiva discutir, atualizar e proporcionar informação sobre o tratamento de feridas complexas, que impacta a qualidade de vida de muitas pessoas em nosso país.

A campanha #oTempoNãoCicatriza tem o lema de que para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio. A ideia, como dissemos, é conscientizar sobre feridas complexas (lesões agudas ou crônicas de difícil cicatrização), e sobre os riscos de viver com uma lesão por um longo período. Além de falar, é claro, sobre os tratamentos, muitas vezes pouco conhecidos, como a Oxigenoterapia Hiperbárica, que podem agilizar a cicatrização e restabelecer a saúde e a qualidade de vida do paciente.

O nome foi inspirado pelo ditado popular “O tempo cura todas as feridas.” No entanto queremos destacar que esse ditado nem sempre é válido para todas as feridas. Devido à falta de informação, a população em geral desconhece a diferença entre um simples machucado e uma ferida complexa, complicadas de cicatrizar, que podem exigir cuidados especiais, e que, com o passar do tempo, pode se agravar, levar a graves complicações e até mesmo comprometer a vida do paciente. As feridas complexas exigem tratamento adequado para cicatrizarem e o tempo talvez não seja suficiente para curá-las.

Veja abaixo o vídeo sobre a campanha:

Para mais informações sobre a campanha, acesse www.otemponaocicatriza.com.br

Relato De Uma Paciente Que Fez Tratamento Com Oxigenoterapia Hiperbárica

Nesse ano, a Jornalista de Viagem, Priscilla Aguiar, estava com viagem marcada para Portugal, mas ao fazer um procedimento estético passou por complicações que colocaram sua saúde em risco. Nisso tudo se viu na necessidade de fazer o tratamento com a Oxigenoterapia hiperbárica, que até então ela nunca havia ouvido falar. A partir da experiência, Priscilla fez um relato do que passou. Leia a seguir alguns trechos de seu relato.

Perdi a viagem e tive o nariz necrosado, mas resgatei a minha fé na humanidade. Fui internada com necrose de 1,3 cm na ponta do nariz, 0,9 cm à direita e 1 cm à esquerda no domingo, 29 de abril, um pouco mais de dois dias após um preenchimento com ácido hialurônico, procedimento conhecido como rinomodelação e feito em uma biomédica esteta com clínica em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Entrei sem previsão de alta. Passei 12 dias no quarto 417 do Esperança Olinda. Perdi a minha tão planejada viagem para a Europa, mas sou grata por ainda ter a minha visão e tempo de vida para retomar esses planos.

Pois é. Preenchimentos têm se transformado em prática diária, mas complicações podem acontecer, como necrose de nariz, AVC e cegueira. Os médicos que me atenderam explicaram que o ácido foi aplicado em um vaso importante, que tem ligação com o cérebro e o olho. Com isso, ocorreu uma oclusão arterial. O problema não foi identificado pela profissional e evoluiu para a necrose.

O internamento foi solicitado logo após a minha entrada na urgência com taxas no limite da infecção. A direção da Rede D’or contratou a dermatologista Gleyce Fortaleza, referência em preenchimentos e tratamentos faciais, para reverter o quadro. Ela iniciou o tratamento pela aplicação da Hialuronidase, enzima que quebra o feito do ácido hialurônico. Desde então, evoluímos um pouco a cada dia.

No dia 2 de maio comecei a oxigenoterapia hiperbárica, tratamento que me ajudou tanto, acelerando a cicatrização e fazendo algumas regiões de necrose serem restauradas. Recebi alta hospitalar mas segui em tratamento intenso com uso de antibióticos.

Neste caminho reencontrei amigos, conheci várias pessoas e recebi diariamente várias injeções de ânimo, afeto, força e carinho de quem encontrava. Cada um com um pequeno gesto, iluminava os meus dias de alguma forma.

Sobre a Câmara hiperbárica

Cada dia dessa “vida de paciente” parece repleto de ironias e surpresas. Dez anos de jornalismo, contato com tudo que se possa imaginar, mas nunca ouvi falar em Oxigenoterapia Hiperbáricaaté precisar. Cantarolei Beatles, trocando yellow por white submarine. But no one of my friends were on board. Vesti a roupa e entrei na câmara hermeticamente fechada onde outras mulheres estavam acomodadas.

Observei máscaras de oxigênio. Avisaram que enfrentaríamos a pressão maior do que a atmosférica, chegando até 14. O tratamento é para feridas de difícil cicatrização. Ao me avaliar, o médico disse que iria ficar bem. Comecei a chorar de pânico e frustração – afinal eu deveria estar em um avião em direção a Berlin – quando a enfermeira disse que me tiraria da câmara. Uma mulher sentada no canto direito pediu. “Deixa ela tentar a última vez, está tão perto”. Não tinha amigos nem família ali, mas vários seres humanos incríveis me deram exatamente o suporte que precisava naquele momento. E só consegui por causa delas. De lá para cá, as sessões foram concluídas com resultados impressionantes, curando quase “magicamente”. E como elas disseram, tudo melhorou.