Author Archives: Priscilla Figueiredo

Sus Libera Oxigenoterapia Hiperbárica Para Pé Diabético

O pé diabético é um quadro muito comum entre os diabéticos. Esse quadro tem prevalência na classe média e baixa, atingindo pessoas que tem dificuldade de manter um cuidado regrado da diabetes por conta da rotina e diversos outros fatores. Dentre os tratamentos para essa condição, a oxigenoterapia hiperbárica é um dos mais recomendados e efetivos, tendo altíssimas taxas de sucesso no tratamento. Infelizmente até pouco tempo atrás esse tratamento era restrito a quem podia pagá-lo no particular ou através de planos de saúde. E essa é a boa notícia de 2018. No final de outubro foi liberado o tratamento de Oxigenoterapia Hiperbárica para pé diabético através do SUS. Isso é um grande marco que deixa mais acessível a toda a população um tratamento tão importante.

Segue abaixo o que foi anunciado no Diário Oficial da União no final de outubro:

Órgão: Ministério da Saúde/Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

PORTARIA Nº 55, DE 24 DE OUTUBRO DE 2018

Torna pública a decisão de incorporar a oxigenoterapia hiperbárica para o tratamento do pé diabético no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.

O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições legais e com base nos termos dos art. 20 e art. 23 do Decreto 7.646, de 21 de dezembro de 2011, resolve:

Art. 1º Fica incorporada a oxigenoterapia hiperbárica para o tratamento do pé diabético, sem a criação de procedimento específico e sem custo adicional para o Sistema Único de Saúde – SUS.

Art. 2º Conforme determina o art. 25 do Decreto 7.646/2011, o prazo máximo para efetivar a oferta ao SUS é de cento e oitenta dias.

Art. 3º O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) sobre essa tecnologia estará disponível no endereço eletrônico: http://conitec.gov.br.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Oxigenoterapia Hiperbárica No Tratamento Da Fibromialgia

Esse ano saiu em um site de saúde americano uma notícia sobre o tratamento de oxigenoterapia hiperbárica para pessoas que sofrem de fibromialgia. Decidimos então traduzir a matéria aqui para vocês.

Segue:

Ao longo da história da Fibromialgia, esta doença tem sido estranhamente difícil de identificar e analisar com base no fato de que ela aparece, à primeira vista, como algo diferente. Talvez seus sintomas, incluindo dor musculoesquelética, fadiga, alterações de humor e perda de memória, sejam genuinamente comuns.

Para se ter noção, 1 em cada 70 pessoas nos EUA tem fibromialgia.

No entanto, há notícias impressionantes para todos nós. Para aqueles que têm esta condição horrível, o tratamento com oxigênio hiperbárico fez um desvio mudando o terreno da medicina. Pesquisas mostram que os que tentaram tratamentos de oxigênio hiperbárico foram capazes de reduzir ou eliminar completamente suas necessidades de medicação para a dor.

Conforme a crença dos pesquisadores, a principal causa da fibromialgia é uma perturbação dos mecanismos cerebrais responsáveis ​​pelo processamento da dor.

“Para mim, como médico, o achado mais importante é que 70% dos pacientes poderiam se recuperar dos sintomas da fibromialgia. Para o mundo da pesquisa, o resultado mais surpreendente, no entanto, é que fomos capazes de mapear as regiões do cérebro com problemas de funcionamento responsáveis ​​pela síndrome. A ingestão de medicação para dor que eles estavam tomando facilitou a dor, mas não reverteu a condição. Mas o tratamento com oxigênio hiperbárico, além de aplacar a dor, realmente reverte a condição.

 

Matéria Original

Diabetes foi a causa de 12.748 amputações só no Brasil no ano de 2017

O diabetes é uma condição bastante conhecida por nós. Mas muitos não conhecem as graves consequências do mal cuidado dessa doença. O assessor de Gestão Interinstitucional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) Eliud Garcia afirma que o diabetes é a maior causa de amputação dos membros inferiores, a maior causa de cegueira e a segunda maior causa de insuficiência renal no mundo. E os números são altos, só no Brasil foram registradas 11.580 amputações por causa do diabetes em 2016, 12.748 amputações em 2017 e em 2018, só até o mês de agosto, foram registradas 5.566 amputações decorrentes do diabetes. Isso, além de causar muito sofrimento a diversas pessoas, tem um custo altíssimo ao governo. Que em 2017 teve que gastar quase 15 milhões de reais só para cuidar disso.

Mas existe como diminuir esses números? Sim! A primeira coisa são programas de prevenção e conscientização. Muitas pessoas chegam em estados graves por não ter conhecimentos mais aprofundados do diabetes, por isso é importante que todo diabético tenha fácil acesso a conhecimento e informações sobre sua condição, para poder cuidar de sua saúde.

Mas quando o caso já estiver mais grave. Existe a Oxigenoterapia Hiperbárica. Complicação em membros inferiores por conta de diabetes é o caso mais comum nas clínicas que possuem esse tratamento e também o mais bem sucedido em sua melhora, se o tempo de início for adequado. O tratamento reverte rapidamente o quadro, evitando amputações que podem mudar a vida do paciente e de seus familiares e economizando muito dinheiro para o governo e para as famílias. Com uma boa prevenção e com a ação do tratamento de oxigenoterapia hiperbárica nos casos necessários, esses números de amputações podem cair em até 80% ou mais.

 

 

 

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Oxigenoterapia Hiperbárica mais próxima do SUS

Como já falamos aqui, desde o começo desse ano os convênios médicos garantem tratamento de oxigenoterapia hiperbárica para pessoas em situação de pós-radioterapia. Isso por conta de uma regulamentação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Desde então, esse tratamento está se tornando uma realidade para alguns pacientes do sistema público também, porque muitos já reconhecem os avanços e os impactos positivos na redução de custos em função da aceleração do tratamento, menor tempo de internação, retorno antecipado do paciente ao trabalho e recuperação da qualidade de vida.

Um bom exemplo disso é a Bahia, onde a Secretaria de Estado autorizou a contratação de clínicas hiperbáricas para a oferta da oxigenoterapia na rede pública. Os pacientes de rede pública muitas vezes já faziam uso da terapia, mas sempre mediante a judicialização, essa medida evita esse processo demorado e a agilidade do encaminhamento dos pacientes contribui diretamente para a melhoria dos resultados. Isso porque o início precoce da terapia gera um ganho importante na qualidade da cicatrização, no tempo de alta, na desospitalização antecipada do paciente.

O SUS percebeu que a hiperbárica diminui custos, mas ainda falta a regulamentação para que esteja, de fato, acessível a todos. Existe há algum tempo uma discussão para que a oxigenoterapia hiperbárica seja incluída no rol do atendimento do SUS. Mesmo que só para algumas indicações, inicialmente, mas conforme o benefício financeiro for se mostrando relevante, outras indicações podem surgir. Isso é muito benéfico para o sistema de saúde e para o paciente, porque, como já dissemos, além do resultado financeiro, a recuperação é mais rápida, o que torna a pessoa produtiva num intervalo menor de tempo.

 

 

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Câmara Hiperbárica ajuda bombeiros de SC em resgates

Desde maio desse ano o corpo de bombeiros de Santa Catarina conta com uma câmara hiperbárica para auxiliar nos resgates. O equipamento foi adquirido com recursos do Pacto Santa Catarina, e já é usado pelos Bombeiros Militares. A câmara e seus aparates foram montados dentro de um contêiner, possibilitando assim fácil transporte até as cenas de ocorrência. Isso é inédito no Brasil e se mostra muito importante porque pode auxiliar tanto vítimas quanto os próprios bombeiros que venham a se expor de forma excessiva ao monóxido de carbono em incêndios.

O Comandante-Geral da corporação, coronel BM João Valério Borges diz que o Corpo de Bombeiros Militar da um importante passo na eficiência e qualidade do serviço prestado à população. “Com o treinamento dos Bombeiros Militares para uso do equipamento, conseguimos melhorar ainda mais as possibilidades de cumprir com êxito a missão institucional de salvar vidas, proporcionando um tratamento de primeiro-mundo depois da retirada de uma pessoa de uma cena de incêndio, por exemplo”.

O Tenente-Coronel BM Helton de Souza Zeferino explica que o equipamento também serve para uso em treinamento e seleção de profissionais para a área de mergulho. “O equipamento possibilita a submissão dos profissionais a condições de pressão e de oxigenioterapia adequadas ao restabelecimento das condições físicas e de saúde para atuação em mergulhos, o que representa também um incremento técnico expressivo na área de salvamento aquático”. Esse é um uso comum e pouco conhecido da câmara hiperbárica. Aqui em Campinas, nós da Hypermed fazemos periodicamente testes seletivos para a área de mergulho do corpo de bombeiros, possibilitando avaliar, de forma segura, a saúde do profissional ao se expor a pressões aumentadas.

Com essa aquisição, o corpo de bombeiros de Santa Catarina se torna um exemplo que, esperamos, seja seguido por outros estados. Esse equipamento pode ser decisivo no salvamento de vítimas em um incêndio de grande porte, como foi na boate Kiss, no Rio Grande do Sul. Não havia câmara hiperbárica na cidade, mas se houvesse, diversas pessoas intoxicadas poderiam ter sido salvas com uma submissão imediata ao tratamento.

 

 

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